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terça-feira, 18 de abril de 2017

DIA DA INFÂMIA COMPLETA UM ANO COM BRASIL EM RUÍNAS

No Brasil 247
Um ano atrás, em 17 de abril de 2016, foi escrita a página mais vergonhosa da história brasileira: a "assembleia de bandidos presidida por um bandido", como definiu o escritor Miguel Sousa Tavares, ao se referir à sessão da Câmara dos Deputados que permitiu a abertura de um processo de impeachment sem crime de responsabilidade – ou seja, um golpe – contra a presidente Dilma Rousseff; decorridos 12 meses, o Brasil se tornou uma nação arruinada econômica e moralmente; mais do que isso, todos os protagonistas do golpe foram desmascarados; Eduardo Cunha, que presidiu a sessão, está preso em Curitiba, condenado a mais de 15 anos de prisão, por corrupção, evasão e lavagem de dinheiro; Aécio Neves, o agitador do golpe, é hoje um dos políticos mais desmoralizados do País, acusado de receber mais de R$ 50 milhões para favorecer empreiteiras; Bruno Araújo, que chorou ao dar o voto decisivo, também está na lista de Fachin; enquanto isso, Dilma Rousseff segue de pé em sua luta para devolver a democracia ao Brasil e foi aplaudida em todas as universidades em que discursou nos Estados Unidos.

247 – Há exatos doze meses, no dia 17 de abril de 2016, a Câmara dos Deputados escreveu uma das páginas mais vergonhosas da história do Brasil. Numa sessão em pleno domingo, presidida por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), parlamentares investigados por corrupção acolheram um pedido de impeachment sem crime de responsabilidade contra a presidente Dilma Rousseff, reeleita com 54 milhões de votos. 
Abriu-se ali o roteiro de um golpe parlamentar que arruinou a economia brasileira, que encolheu quase 10% desde então, e desmoralizou a imagem do Brasil no mundo. De país admirado pela melhoria dos indicadores sociais, o Brasil voltou a ser uma típica república baneneira, marcada por golpes rastaqueras.
Naquele mesmo dia, o escritor português Miguel Souza Tavares fez a definição precisa – e antológica – para a sessão: uma assembleia de bandidos presidida por um bandido.
Um ano depois, é impossível não lhe dar razão. O parlamentar que presidiu a sessão, Eduardo Cunha, hoje está preso em Curitiba, condenado a mais de 15 anos, por corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. O senador Aécio Neves (PSDB-MG), agitador do golpe, é hoje um dos políticos mais desmoralizados do País, acusado de receber mais de R$ 50 milhões para favorecer empreiteiras, sendo o recordista de pedidos de inquéritos no Supremo Tribunal Federal – cinco, ao lado de Romero Jucá (PMDB-RR), que dizia ser necessário derrubar Dilma para estancar a sangria da Lava Jato. Também presente naquela fatídica sessão, o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), que chorou ao dar o voto decisivo para o acolhimento do golpe parlamentar, hoje é yn dos oito ministros de Michel Temer denunciados ao Supremo Tribunal Federal.
Enquanto isso, Dilma Rousseff segue de pé em sua luta para devolver a democracia ao Brasil e foi aplaudida em todas as universidades em que discursou nos Estados Unidos. A narrativa das "pedaladas fiscais", pretexto para o golpe, foi desmoralizada pelo próprio Michel Temer, em entrevista concedida à TV Bandeirantes neste sábado. Nela, Temer confessou que Dilma só foi derrubada porque não garantiu os três votos no conselho de ética que poderiam ter salvo seu parceiro Eduardo Cunha. Ou seja: Dilma caiu porque não se dobrou a um chantagista (leia mais aqui). Nesta segunda-feira, seu advogado, José Eduardo Cardozo, juntará como prova no processo que questiona o mérito do impeachment e pede a anulação do golpe a prova fornecida pelo próprio Temer (leia mais aqui).

sábado, 11 de março de 2017

Esposa de Moro confirma pré-julgamento de Lula em caso do sítio


Jornal GGN - Durante a defesa do juiz Sérgio Moro, contra processo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por abuso de autoridade do magistrado do Paraná, a advogada e esposa de Moro, Rosângela Wolff Moro, confirmou o pré-julgamento contra Lula no caso do sítio do Paraná.
 
Durante a exposição de defesa de seu marido, no Tribunal Regional Federal da 4a. Região, onde a ação de Lula foi julgada, Rosângila afirmou que “aparentemente” Lula “é o proprietário” do “já notório Sítio de Atibaia”.
 
Na defesa, a esposa de Moro classificou a queixa-crime protocolada pelos advogados como uma tentativa de intimidar o Poder Judiciário e, ainda, foi além ao fazer referência à fala do próprio ex-presidente, em polêmica interceptação telefônica criticada pelo universo jurídico.
 
Tentou sustentar que a queixa-crime por abuso de autoridade cometida por Sérgio Moro foi uma suposta retaliação, uma vez que Lula afirmava em trecho dos grampos que os juízes "tem que ter medo".
 
Defendendo as medidas polêmicas adotadas pelo magistrado da Vara Federal de Curitiba, como a busca e apreensão nos endereços do ex-presidente, em que inclusive o tablet do neto de Lula foi apreendido, e a condução coercitiva realizada em março do ano passado, Rosângela disse que "foram colhidos elementos probatórios relevantes".
 
E continuou: "Como objetos pessoais do ex-presidente no já notório Sítio de Atibaia, a indicar, aparentemente, que ele é o real proprietário". A afirmação da advogada de Moro e sua esposa confirma o ato de pré-julgamento do juiz federal, em fase ainda de investigação e não conclusão do processo.
 
"Ao usar da esposa e advogada como interposta pessoa para emitir novo prejulgamento contra Lula – atribuindo-lhe a propriedade de imóvel que pertence a terceiros – o juiz de Curitiba reforça sua suspeição, que será renovada oportunamente pelos mecanismos processuais adequados", afirmou o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins.
 
"A afirmada notoriedade do sítio, no entanto, advém dos excessos praticados pelo juiz. E Lula não é proprietário desse imóvel. Seus reais proprietários já apresentaram à Lava Jato prova de que adquiriram o sítio com recursos próprios, que também são utilizados para a manutenção e pagamento das despesas do local. Ademais, Lula não é indiciado, réu e muito menos condenado por qualquer fato relacionado a essa propriedade", completou, em nota.